Nosso rei abacaxi


Ananas comosus (L.) Merril, batizado como "o Rei dos frutos coloniais", por sua coroa. Ele é da família das bromélias (Bromeliaceae), como sua planta já denuncia! Originário da América tropical e subtropical e, segundo alguns historiadores: do Brasil.


Nosso país é um dos principais centros de diversidade genética do abacaxi, sabia? Ele só se tornou mundialmente conhecido após o descobrimento da América pelos europeus, que o disseminou para Europa, Ásia e África. No entanto os índios sul-americanos já cultivam o abacaxi desde aproximadamente 4000 a.C. Dentre as vários usos indígenas, ele costumava ser pendurado na entrada de moradias, simbolizando um convite para entrar, símbolo de amizade e hospitalidade.


Acho incrível pensar que esse fruto já foi considerado uma iguaria de reis e rainhas, e agora a gente encontra em qualquer mercado como algo muito comum. Ele era oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza - provavelmente uma influência da cultura indígena, não?


Na fitoterapia se tornou famoso por conter a enzima bromelina, presente no fruto, na casca e principalmente no miolo. E apesar do Brasil ser um dos principais produtores da fruta no mundo, ainda importa bromelina, pois a metodologia utilizada para sua extração e purificação tem propriedade industrial estrangeira. Acredita? :/


O chá (infusão) do abacaxi tem muito benefícios, dentre eles é rico em vitamina C, antioxidante, mucolítico, anti-inflamatório, diurético e digestivo. No entanto, deve ser evitado o consumo em excesso por pessoas com enfermidades hepáticas ou renais.



Foto: @ludicsurface


Aqui, nosso Rei só perde a coroa, e já vai inteirinho pro no nosso sabor 'Respira Não Pira' ;)


Foto da capa: Embrapa

(https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura/cultivos/abacaxi)


Fonte bibliográficas consultadas:


João Batista Picinini Teixeira. Conceitos em Fitoterapia: Uma revisão da literatura. ‎ Abacaxi/Bromelina. (https://www.ufjf.br/proplamed/atividades/fitoterapia/2157-2/)


Crestani et. al. 2010. Das Américas para o Mundo: origem, domesticação e dispersão do abacaxizeiro. Ciência Rural 40 (6).




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